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domingo, 10 de fevereiro de 2008

Um génio surreal...Un génie surréel...

'Todas as manhãs, quando acordo, experimento um prazer supremo: o de ser Salvador Dalí'
'Tous les matins, en me réveillant, j'éprouve un plaisir suprème: celui d'être Salvador Dalí'
Ainsi parla Dalí, le plus egocentrique et exentrique des Maitres. D'après les publications Taschen, ce fut le seul surréaliste qui le resta du début à la fin de sa longue carrière.
Catalan de naissance, il vit le jour le 11 mai 1904, à Figueras (près de Gérone) et y mourru le 23 janvier 1989.
Sa vie fut marqué par l'exccès, le scandale et les déclarations inflammatoires. L'amour de sa vie fut Gala (Helena Devulina Diakanoff), à l'époque mariée à Paul Eluard, le poète surréaliste du cercle de Dalí. Avant qu'il ne lui prit sa femme, bien entendu.
Assim falou Dalí, o mais egocêntrico e excêntrico dos Mestres. Segundo a publicação da Taschen, foi o único surrealista que o foi do princípio ao fim da sua longa e profícua carreira.
Catalão de nascença, viu pela primeira vez o dia em Figueras, pequena localidade da provínica de Gerona, em 11 de Maio de 1904, e aí morreu em 23 de Janeiro de 1989.
Uma vida de excessos, sempre 'desculpados' pela sua genialidade ,e declarações inflamatórias e polémicas que fizeram de Dalí um personagem único, que se ama ou se odeia.
Pessoalmente, adoro. Acho que o seu génio não tinha limite. Com Dalí, o 'nonsense' faz sentido. E, ainda que o não faça totalmente, a sua bizarra harmonia torna as suas telas um verdadeiro deleite. Elementos visuais muito fortes, cor, forma, tudo levado a um muito bem conseguido exagero. Temas controversos, por vezes alguma crueza, e simbologia de carácter erótico/sexual, deixam entrever a forte e sexual personalidade do seu autor. Dalí era Grande. Dalí era mesmo imenso. Viveu em grande e protagonizou, com a sua bem amada e musa inspiradora, Gala (Helena Devulina Diakanoff), uma história de amor também ela marcada pelos escândalo: Gala era, na altura em que conheceu Dalí, casada com o poeta surrealista francês Paul Eluard, que rapidamente se viu posto de lado pela jovem de origem russa. Ora, isto não terá caído muito bem, especialmente ao pobre do Eluard... temos pena, Paul, honestamente...
Anyway, agora que já falei do Salvador e da Gala, vou falar da minha imitaçãozucha. Esta mini tela (mais ou menos 20 por 30), foi uma das 19 'cópias' de telas famosas que fiz para o casamento da minha irmã. Como a moça não tem paciência para se preocupar com detalhes, pediu-me que lhe arranjasse um tema para o casamento. Ora, dando-me carta branca, já se vê que, se não for bicharada ou o Sporting, só pode ser pintura! E assim nasceu a ideia de dar nome de mestres artistas às mesas do convidados, e já que vamos apostar em grande, enfeitá-las com mini telas. Ainda considerei a hipótese (lógica) de fazer cópias a cores de downloads da net, mas o apelo do desafio falou mais alto. Em três semanas, pintei dezanove telas em acrílico (que seca quase de imediato). Era até de madrugada, não dormia, só pensava nas telas. Trabalhava em duas ou três ao mesmo tempo. Foi a loucura total. Mas foi muito divertido. E algumas, como penso que esta, resultaram muito bem. Outras nem tanto (a Giocconda, por exemplo ;)). No final do casamento tivemos de recolher tudo à pressa, que muita gente achou que 'era para levar'. Stress!!!! Mas não me livrei de dar tres ou quatro, a malta de França e a um primo que está em Inglaterra, mas, podem pensar que é parvoíce, tenho saudades delas. Acontece-me muito com os meus trabalhos, sinto enorme dificuldade em 'deixá-los ir'. Ainda não bem que não tenho de vender quadros para comer (seria para já difícil encontrar compradores, mas isso é outra história). Desconfio que havia de andar chupadinha...
Alguns detalhes sobre esta o original desta tela. Dalí baptizou-a de 'Persistência da Memória', e data de 1931. A inspiração terá nascido de um sonho com camembert a escorrer! :) parece que é uma metafísica do tempo que se come e que come. Ok...não fui eu que disse, foi a Taschen!
Quelques détails sur cette toile de Dalí: elle fut appelé 'Persistence de la Mémoire' et date de 1931. Dalí eut un rêve de camembert coulant et ce fut sa base d'inspiration pour cette oeuvre. Il s'agit de la metaphisique du temps qui se mange et qui mange, mais j'avoue que je ne comprends cette idée qu'à moitié...